Análise do Xiaomi Redmi 5: O intermediário de bordas finas

Anunciado em Dezembro de 201, o Redmi 5 possui tela de 5,7 IPS polegadas com resolução HD, processador octa-core e pode ter memória RAM e armazenamento interno de 2GB/16GB e 3GB/32GB.

A Xiaomi foi uma das primeiras marcas a adotar as famosas bordas mínimas em smartphones, com o Mi Mix. Ele foi o dispositivo que impulsionou o mercado na adoção desse “refinamento” no design e, meses depois, com o mercado tratando essa implementação como algo obrigatório em dispositivos mais caros, a fabricante trouxe essa mudança para a sua linha intermediária com o Redmi 5.

Redmi 5 GearBest
Redmi 5 GearBest

Será se a Xiaomi ainda merece a fama de fabricante com ótimo custo x benefício? A seguir, vou relatar a minha experiência de uso por duas semanas, abordando os pontos altos e baixos do aparelho.

Design

Seguindo o padrão da Xiaomi, o Redmi 5 possui corpo em alumínio com cantos arredondados. Mas, em comparação com o seu antecessor, o aumento e mudança de proporção da tela traz uma diferença considerável no corpo inteiro.

Redmi 5 Frente

Medindo 151,8 mm de altura, 72,8 mm de largura com 7,7 mm de espessura e pesando 157 g, o Redmi 5 é grande mas não é difícil de manusear com uma mão. Com o aumento do tamanho da tela e consequente redução das bordas, há um melhor aproveitamento de espaço e isso é uma das principais qualidades do dispositivo.

Os botões capacitivos saíram da base do aparelho e foram implementados dentro do sistema. Isso fez com que a borda de baixo fosse reduzida, mas, olhando atentamente, a borda de cima é um pouco menor que a borda inferior, o que me faz questionar o motivo disso, já que faria mais sentido se fosse o oposto.

Passando para a parte traseira, temos a câmera, flash, leitor de impressões digitais e a logo da Xiaomi com algumas informações. A câmera apresenta uma protuberância alta, exigindo mais atenção na escolha do local para repousar o celular, mas isso pode ser contornado com a case transparente de TPU que vem dentro da caixa do produto.

A posição dos botões e outros recursos segue o padrão da marca: botão de volume e energia na direita, bandeja híbrida na esquerda, alto falante mono e conexão micro USB embaixo e entrada para fone de ouvido, microfone secundário e infravermelho na parte de cima.

Redmi 5 Fundo

Concluindo a parte do corpo, a redução das bordas foram muito bem vindas, mas outras características da linha foram preservadas, tornando-o um smartphone simples mas bonito, sem grandes elementos que chamam atenção.

Hardware

Com tela de 5,7 polegadas IPS, proporção 18:9 e resolução de 720 x 1440 pixels, o Redmi 5 peca na quantidade de pixels por polegada, prejudicando um pouco a definição dela. Mas em contrapartida, a exibição de cores no geral é excelente. O ângulo de visão é bom, o preto é profundo e cores fortes como o vermelho e verde têm uma saturação um pouco acima do neutro, mas são agradáveis de se ver, refinando a exibição de vídeos e filmes no aparelho.

Em relação ao brilho, esse aspecto não recebeu tanta atenção como a exibição de cores: a diferença entre o nível médio e máximo não é tão notável, o que pode prejudicar o uso em ambientes ensolarados.

Com uma única câmera traseira de 12 MP f/2.2 e frontal de 5 MP f/2.0, ambas entregam o esperado para a categoria. A traseira tira fotos razoáveis em boas condições de luz, onde consegue entregar cores próximas do real sem muito pós-processamento, mas, peca na entrega de detalhes, tendo também uma boa quantidade de ruídos, mesmo em cenas bem iluminadas.

Foto diurna 4

Foto diurna 3

Foto diurna 2

Foto diurna 1

Em relação ao desempenho em fotos noturnas, a nitidez cai consideravelmente, no entanto, a presença de ruído se assemelha com os resultados diurnos. Os controles manuais permitem alterar apenas o ISO (100 até 3200) e balanço de branco. Há também o modo HDR, que pode ajudar em determinadas situações.

Foto diurna hdr

Com HDR

Foto diurna sem hdr

Sem HDR

As duas câmeras filmam em Full HD com taxa de atualização de quadro de 30 FPS, e aqui segue a linha do resultado em fotos: consegue fazer seu trabalho principal sem grandes problemas, mas não vai atender os mais exigentes. Para esses, a câmera pode servir como um quebra-galho, mas para os menos aficionados por fotografia, irá atender bem sem muitos problemas.

O Redmi 5 tem um processador Snapdragon 450 (octa-core 1.8 GHz Cortex-A53), uma GPU Adreno 506, bateria de 3300 mAh e variantes com 2GB de RAM e 16GB de memória interna ou 3GB de RAM e 32GB de memória interna, que é a utilizada nesta análise. Já adianto que esse conjunto — especialmente o que contém 3GB de RAM — é o suficiente para um usuário com uso um pouco mais intenso.

Não enfrentei engasgamentos ou lentidão ao abrir aplicativos e jogos. A multitarefa atende bem em várias ocasiões, mas há um limite por conta da quantidade mediana de memória RAM. O sistema — que será abordado daqui a pouco — também roda de forma fluida, graças ao trabalho de otimização da Xiaomi.

Se tratando de jogos, testei PUBG MOBILE, Hitman Sniper, Modern Combat 5, The Elder Scrolls: Legends e Monument Valley.

Redmi 5 PUBG

PUBG ficou pré-definido para rodar no mínimo. Com isso, obtive uma experiência satisfatória, com eventuais lags ao decorrer do jogo, mas que não me atrapalharam na jogatina no geral. Hitman rodou em qualidade alta, sem nenhum problema. MC5 em ótima com resolução de renderização em 100%. O mesmo acontece com os outros dois jogos, mas lembrando que a taxa de quadros oscila e eventualmente pode haver travamentos, por isso, é recomendável baixar um pouco a qualidade gráfica para obter um melhor desempenho.

Para quem gosta de números, no AnTuTu Benchmark v7.0.7, o Redmi 5 teve pontuação final de 68992 pontos. No Geekbench 4, no teste single-core ele marcou 765 pontos, já no multi-core, ele marcou 3445 pontos.

Redmi 5 Benchmark

A bateria de 3300 mAh aguentou tranquilamente dois dias de uso moderado. A Xiaomi faz um bom trabalho na parte de otimização via software da bateria e, juntamente com um processador de nível médio, nós temos aqui um smartphone com ótimo aproveitamento energético.

Com uso de redes sociais, aplicativos de produtividade e consumo de mídia (música, vídeos e podcasts), precisei plugar o celular na tomada após 50 horas de bateria, com o tempo de tela beirando entre 7 e 8 horas. Isso é o suficiente para quem busca um celular que dificilmente irá te deixar na mão.

Redmi 5 Bateria

Sistema

A Xiaomi adota uma versão bem modificada do Android, chamada MIUI. Atualmente, ela está na versão 9, e trouxe refinamentos interessantes em relação à versão passada. Para ser mais exato, o aparelho está rodando a versão 9.2.0.4, baseada no Android 7.1.2.

A MIUI tem várias funções que não são presentes no Android puro, a exemplo da possibilidade de clonar apps, pasta criptografada, bloqueio de apps e uma engine de temas. O sistema tem uma boa otimização de bateria e é estável, ressaltando a minha experiência satisfatória com um hardware de nível médio.

O visual do sistema em si é muito diferente do Android atual. Os ícones das configurações são coloridos, a central de notificação também e até o gerenciador de bateria. Há quem goste e há que não goste. Mas a MIUI é uma boa pedida para quem quer sair do padrão puro que outras marcas estão seguindo ou presa pela quantidade de recursos nativos.

Redmi 5 miui

Se tratando de atualizações, a mudança da versão do Android geralmente não interfere em muita coisa: alguns features são implementados dentro da MIUI, fazendo com que outros aparelhos com versões do Android diferentes tenham boa parte das funções e ferramentas. A Xiaomi já teve fama de atualizar e trazer novos recursos para os seus smartphones com certa consistência de tempo, mas hoje, há uma certa demora, principalmente para os mais antigos.

No mais, essa versão modificada é consolidada e funcional. Exige uma curva de aprendizado para quem vem de outros aparelhos, como Motorola e até mesmo Samsung, mas logo o uso fica fácil e intuitivo. Infelizmente há alguns defeitos, como a demora para atualizar, mas isso pode ser contornado com as outras facilidades que o sistema oferece.

Conclusão

A adoção das bordas mínimas no Redmi 5 trouxe benefícios como o aumento da tela, melhorando a experiência de consumo de mídia, além de não prejudicar muito aqueles que têm mãos pequenas, já que a largura foi diminuída em relação ao padrão passado, melhorando a pegada. E falando em consumo de mídia, a qualidade da tela me surpreendeu, apesar de não ser Full HD.

Algumas coisas como câmera e demora nas atualizações poderiam ser um pouco melhores, mas o desempenho da bateria e processador no dia-a-dia faz esses “problemas” virar apenas detalhes, mas que ainda precisam ser comentados.

Concluindo, o Redmi 5 é um smartphone promissor que vale a sua atenção. Se você procura um smartphone com tela grande, boa bateria e barato, esse é o ideal. Para os demais usuários, ainda sim vale a pena caso você não esteja disposto a pagar mais caro, porque esse é um dos melhores custo x benefício que já testei.

Onde comprar?

O Redmi 5 pode ser encontrado na GearBest com preços bem interessantes. A loja tem várias modalidades de envio, além de ter um suporte qualificado para atender bem os clientes brasileiros.

Redmi 5 GearBest
Redmi 5 GearBest

 

Design
8
Construção
8
Software
8
Desempenho
7
Memória interna
7
Bateria
9
Câmera
7
Preço
8
PROS
  • Bordas finas
  • Tela
  • Bateria
CONS
  • Atualizações um pouco lentas
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